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O Carnaval

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2018

Primeiro desfile de José de Azeredo Nogueira Paredes, lançando a tradição do zé pereira no Brasil.

Primeiros bailes de máscaras surgem no Hotel Itália no Rio de Janeiro.

Enfeitam-se as ruas do Rio pela primeira vez para os desfiles carnavalescos.

Surgem os Democráticos Carnavalescos, hoje Clube dos Democráticos, no Rio de Janeiro.

Hilário Jovino funda no Rio de Janeiro o rancho Rei de Ouros.

Carnaval é proibido no Rio de Janeiro por causa da Revolta da Armada.

Chiquinha Gonzaga compõe “Ô abre-alas”, primeira música de carnaval.

São introduzidos no carnaval brasileiro os confetes e serpentinas.

O samba “Pelo telefone” é gravado.

É fundado o Cordão do Bola Preta e a marcha “A baratinha”, de Mário São João Rabelo, faz grande sucesso no carnaval carioca.

Primeiro concurso de sambas e marchinhas no Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro.

É fundada a Deixa Falar, a primeira escola de samba.

É fundada a escola de samba Estação Primeira de Mangueira.

O primeiro desfile oficial de escolas de samba do Rio de Janeiro, na praça Onze, é promovido pelo “Jornal Sportivo”. A Mangueira é a vencedora, com o samba “A floresta”.

A escola de samba “Vai Como Pode” vira Grêmio Recreativo escola de Samba Portela. O desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro acontece no Campo de Santana, em homenagem ao prefeito Pedro Ernesto.

O desfile das escolas de samba do Rio volta para a praça Onze.

É lançado o filme “Alô, alô carnaval” estrelado por Carmen Miranda.

Orson Welles filma o carnaval carioca.

O desfile das escolas de samba do Rio passa a ser realizado na av. Presidente Vargas, inaugurada em 1944.

Fundação da escola de samba Império Serrano, no Rio de Janeiro.

Fundação da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro.

A Portela desfila com o samba “Legados de d. João VI”.

A marcha “Cidade maravilhosa”, de André Filho, é oficialmente decretada hino da cidade do Rio de Janeiro.

O Salgueiro desfila com o samba enredo “Xica da Silva”.

O Império Serrano desfila com o samba-enredo “Aquarela brasileira”.

A Banda de Ipanema desfila pelas ruas do Rio de Janeiro. Império Serrano desfila com o samba-enredo “Os cinco bailes da história do Rio”.

É lançado o primeiro disco de sambas-enredos das escolas de samba do carnaval carioca. A Mangueira desfila com o samba enredo “O mundo encantado de Monteiro Lobato”.

Faz grande sucesso no carnaval a música “Atrás do trio elétrico”, de Caetano Veloso. Império Serrano desfila com o samba “Heróis da liberdade”.

Portela desfila com o enredo “Lendas e mistérios do Amazonas”.

As escolas desfilam pela primeira vez na avenida Marquês de Sapucaí.

A escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel desfila com “O descobrimento do Brasil”.

A escola de samba Imperatriz Leopoldinense desfila com o samba enredo “O teu cabelo não nega”, homenagem a Lamartine Babo.

Império Serrano desfila com samba-enredo “Bum-bum paticumbum prugurundum”.

Inaugura-se o Sambóromo, no Rio de janeiro. A Mangueira ganha o carnaval carioca com o enredo “Yes, nós temos Braguinha”.

A Imperatriz Leopoldinense desfila com “Liberdade, liberdade”, e a Unidos de Vila Isabel com “Kizomba, festa da raça”.

Salgueiro desfila com o samba-enredo “Peguei um Ita no Norte”.

Mangueira desfila com o samba-enredo “Chico Buarque da Mangueira”.

Foi o primeiro carnaval temático do Sambódromo. Todas as escolas de samba deveriam falar dos 500 anos do Brasil. A Imperatriz, da carnavalesca Rosa Magalhães, foi a campeã falando sobre o descobrimento.

Com o terceiro título seguido, a Imperatriz foi a primeira tricampeã do Sambódromo. O enredo era “Cana-caiana, cana roxa, cana fita, cana preta, amarela, Pernambuco… Quero vê descê o suco na pancada do ganzá”, sobre cachaça. No mesmo ano, Joãosinho Trinta pôs um homem para voar na Grande Rio e a União da Ilha foi rebaixada pela primeira vez no Grupo Especial.

A Mangueira ganhou com o enredo “Brazil com Z é pra cabra da peste, Brasil com S é a Nação do Nordeste”. O patrocínio passa a dar as cartas no carnaval. Beija-Flor e Salgueiro falaram sobre o mesmo tema, aviação, com a escola de Nilópolis patrocinada pela Varig e o Salgueiro, pela TAM.

epois de quatro vice-campeonatos seguidos, a Beija-Flor venceu com enredo sobre a fome e a miséria. O último carro trazia a escultura de Luiz Inácio Lula da Silva, que tinha acabado de ser eleito presidente pela primeira vez. O carro representava a esperança do povo em dias melhores.

Ano das reedições. Quatro escolas resgataram sambas antigos: Portela, Império Serrano, Viradouro e Tradição. Nenhuma delas venceu o carnaval, que ficou com a Beija-Flor e seu enredo “Manaus – Amazônia – Terra Santa… Que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz”. Começava a despontar o fenômeno Paulo Barros. O carnavalesco levou a Unidos da Tijuca, até então coadjuvante no carnaval, ao vice-campeonato.

A Beija-Flor foi tricampeã com um enredo sobre os pampas gaúchos e o carnavalesco Paulo Barros voltou ao segundo lugar falando sobre lugares imaginários. O ano marcou a volta de todas as escolas ao sorteio de ordem dos desfiles.

A Vila Isabel ganhou o carnaval com enredo “Soy loco por ti, América”. A Grande Rio, com “Amazonas, o Eldorado é aqui”, teria o título, mas estourou o tempo e perdeu pontos.

Depois de a Vila levar com as Américas, a Beija-Flor volta ao título com outro continente como enredo: “Áfricas”. O carnavalesco Paulo Barros foi para Viradouro, fez a bateria subir em um carro alegórico e colocou outro carro de cabeça para baixo em um desfile sobre jogos.

A Beija-Flor foi bicampeã com desfile sobre Macapá. Na Viradouro, Paulo Barros chocou ao fazer um enredo sobre arrepio. Um dos carros seria sobre holocausto, mas a Federação Israelita entrou na Justiça contra a escola e eles foram obrigados a modificar a alegoria.

O Salgueiro venceu falando sobre o tambor. Neste ano, Lula, Dilma (que se tornaria presidente em 2010) e Sérgio Cabral (que seria reeleito governador do Rio) foram pra Sapucaí e Lula elogiou a bateria da Mocidade. Em nova troca de carnavalesco, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e dividiu o carnaval com Alex de Souza.

Após anos batendo na trave, Paulo Barros voltou para Unidos da Tijuca e foi finalmente campeão, com o enredo “É segredo”. A comissão de frente trocava de roupa na Sapucaí. A Viradouro foi rebaixada com um enredo sobre o México.

A Beija-Flor voltou a ganhar com enredo sobre o Rei Roberto Carlos. Em segundo, a Unidos da Tijuca inovou mais uma vez com uma inesquecível comissão de frente, onde, em um truque de ilusionismo, a cabeça dos componentes caía. Os barracões de Grande Rio, Ilha do Governador e Portela pegaram fogo pouco antes do carnaval e elas foram poupadas da disputa para evitar o rebaixamento com os desfiles recuperados às pressas. O ano terminou triste no mundo do samba, com a morte do carnavalesco Joãosinho Trinta.

A Unidos da Tijuca e Paulo Barros voltaram a vencer com enredo sobre Luiz Gonzaga, mas a Vila Isabel foi aclamada durante seu desfile sobre Angola. Em tempos de críticas aos sambas, Portela encantou a Sapucaí com canção sobre a Bahia. A Mangueira inventou uma “paradona” na bateria em um desfile sobre o Cacique de Ramos.

Com enredo “A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo”, a escola de Vila Isabel voltou ao primeiro lugar do carnaval do Rio. Amargando um jejum de títulos desde 1996 e em crise política, a Mocidade Independente fez um enredo sobre o Rock in Rio e quase caiu para o Grupo A.

Unidos da Tijuca vence o carnaval carioca com homenagem ao eterno Ayrton Senna com o enredo “Acelera, Tijuca”, que lembrou os 20 da morte do ídolo brasileiro. No mesmo ano, a Império da Tijuca foi rebaixada para o Grupo de Acesso com 291,6 pontos.

Com um enredo polêmico patrocinado pela Guiné Equatorial a Beija-flor foi a grande campeã. Com nome de “Um Griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade”, o enredo contava sobre um historiador, o Griô. A polêmica foi o valor de R$10 milhões recebidos de patrocínio da Guiné Equatorial.

Estação Primeira de Mangueira se consagrou campeã com o enredo “Maria Bethânia, a Menina dos Olhos de Oyá” que homenageava Maria Bethânia. A disputa foi acirrada com o a Unidos da Tijuca que ficou com o vice campeonato. No mesmo ano, a escola Estácio de Sá foi rebaixada ao Grupo Especial com 265 pontos.

Depois de 33 anos de jejum a Portela foi a grande campeã com um desfile sobre as lendas dos rios: Iara, Boiúna, cobra-grande, boto cor de rosa e deuses deram as caras na avenida, entitulado “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar”. Depois de contestar a primeira posição, a Mocidade Independente de Padre Miguel foi considerada pela Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio) também campeã do Carnaval de 2017.

A Beija-Flor de Nilópolis foi a grande campeã do Carnaval do Rio de 2018. Fazendo um paralelo entre o romance “Frankenstein” e a mazelas sociais brasileiras, o enredo levou o nome de “Monstro é aquele que não sabe amar (Os filhos abandonados da pátria que os pariu)”. Com um carro alegórico que levava a imagem de Cristo, por decisão judicial foi proibida de exibi-lo e o cobriu com um saco de lixo, mas não deixou de espalhar a mensagem “Mesmo proibido, olhai por nós”.

Quem levou o título de campeã nos últimos cinco anos?

Ano
Escola
Enredo
2018
Beija-Flor

Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu

2017
Mocidade

As mil e uma noites de uma ‘Mocidade’ pra lá de Marrakesh

2017
Portela

Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar?

2016
Mangueira

Maria Bethânia: A Menina dos Olhos de Oyá

2015
Beija-Flor

Um griô conta a história: Um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade

2014
Unidos da Tijuca

Acelera Tijuca!

Carnaval do Rio

A chegada ao Rio

O carnaval desembarcou no Brasil na bagagem dos portugueses com a festa do entrudo, típica brincadeira da região de Açores e Cabo Verde, que consistia em jogar farinha, ovo e tinta nas pessoas. A festa com o tempo se uniu ao folclore indígena e à cultura africana, trazida pelos negros escravos, e constituiu um carnaval distinto, em cada parte do país.

História do Carnaval

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro, cidade que foi capital do País por quase 200 anos e marca o início da maior festa do mundo no Brasil. Nesse cenário acontece o primeiro baile de máscaras do Hotel Itália, no Largo Rócio (atual Praça XV), em 1840.

História do Carnaval

Rio de Janeiro

As festas ficaram maiores e marcaram as diferenças sociais: de um lado a festa de rua, com blocos e cordões, e do outro os carnavais dos salões. Cada vez mais grupos se organizavam de tempos em tempos, para festa de carnaval. Na linha do tempo da poesia carnavalesca, os blocos foram se organizando em estruturas formadas no seio de suas comunidades, o que resultaria na formação das escolas de samba, no final da década de 1920.